Coopercuc

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Criada em 2004, a Coopercuc é formada por 271 cooperados, em sua maioria mulheres, que produzem deliciosos doces e geleias a base de frutas nativas do sertão.

Através da linha Gravetero, a cooperativa comercializa seus produtos nos mercados mais sofisticados do Brasil e exporta para Itália, França e Áustria.

2/08/2012

Cooperativa baiana é exemplo de estruturação produtiva

Áudio produzido pela Rádio MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário)

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O umbu, fruto do umbuzeiro, se destaca na região de Canudos, no semiárido da Bahia, onde a caatinga marca presença pelo sol forte e pela pouca água. Com isso, o umbu é exemplo de sustentabilidade e fonte de renda para mais de 350 famílias ligadas a Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá, a Coopercuc.

No lançamento do Plano Brasil Sem Miséria – Nordeste, a perseverança destes produtores tornou-se uma referência de agricultura familiar estruturada. Por isto, um acordo firmado pelos Ministérios do Desenvolvimento Agrário e do Desenvolvimento Social e Combate à Fome com o Pão de Açúcar levará às gôndolas da rede varejista os produtos da Coopercuc. Valdivino Rodrigues, 42 anos, um dos fundadores da Cooperativa, comemora a ação.

Sonora (Valdivino Rodrigues)
“As políticas públicas precisam estar disponíveis para apoiar este tipo de empreendimento, este tipo de trabalho”.

Além do umbu e seus derivados, os consumidores brasileiros também poderão degustar geleias, compotas, doces de goiaba, manga e maracujá da caatinga produzidas em 18 mini fábricas instaladas em comunidades rurais dos municípios de Canudos, Uauá e Curaçá, no Território da Cidadania Sertão do São Francisco. Tudo com a marca da produção orgânica e da preservação do bioma.

Em parceria com a Embrapa, a cooperativa tem técnicas de enxerto no umbuzeiro, produz e distribui mudas para os cooperados.

Sonora (Valdivino Rodrigues)
“As plantas antigas da caatinga ainda resistem, tem plantas com mais de 200 anos. E para preservar e manter esta cultura, essa produção para as futuras gerações, é necessário agora plantar mais umbuzeiros para daqui cinco ou dez anos os produtores terem a árvore e assim, a gente poder chamar de produção e não de extrativismo”.

A gerente comercial da Cooperativa, Jussara Dantas de Souza, 29 anos, lembra que as mulheres tomaram a frente na organização.

Sonora (Jussara Dantas de Souza)
“Em 97, o IRPAA [Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada] veio dar um curso de beneficiamento de frutas nativas, vieram repassar o que tomaram conhecimento na Embrapa. Eram em torno de 20 mulheres, espalhadas pelos três municípios – Canudos, Uauá e Curaçá – e se tornaram multiplicadoras”.

A ideia era produzir para o sustento das famílias. Mas começaram a chegar pedidos de vizinhos que queriam enviar os doces para os parentes que moravam longe e tinham saudade do umbu. Assim, as mulheres logo notaram o potencial econômico da atividade e começaram a se organizar.

A iniciativa ganhou impulso quando a Coopercuc passou a comercializar para os Programas de Aquisição de Alimentos e o da Alimentação Escolar. Depois, a produção chegou em feiras regionais e nacionais, como a Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, organizada pelo MDA. A história da Coopercuc, criada em 2004, tem a marca da perseverança que caracteriza o sertanejo, além da organização e do apoio de políticas públicas.

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